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donarosa Bom é estar junto Bom é banho de banheira Escrito por Dona Rosa às 23h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Seguindo a luz O bom de estar louco é poder pensar qualquer coisa, liberar o pensamento, se desvencilhar das convenções, poder apertar o botão. Acho que essa doideira que se instalou em mim tem um fundamento. Sou um ser sensível que, de repente, se viu as voltas com um mundo em decadência. Nada mais normal que pirar diante de um quadro desses. É apenas um momento girando no sentido contrário. Por isso, decidi extravasar toda esta maluquice que me ronda, que quer romper com a minha sanidade. Esse sentimento me faz botar para fora uma ira abafada de séculos. Poderia escrever um clássico hoje à noite. São tantas ideias corroendo meu cérebro que mal consigo organizá-las. Mas esta deve ser a graça de enlouquecer. Este é o barato de seguir a luz... Escrito por Dona Rosa às 22h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Presente de aniversário Depois de tantos aniversários a gente acaba se acostumando com a data. Ou, depois de alguns (tantos?) aniversários, a gente acaba se acostumando. Alguns é suficiente para alguém se acostumar? Enfim, o fato é que a gente se acostuma e ponto. Seja porque já se sabe quem vai nos dar o que, ou quem não vai nos dar. Seja por que é sempre no mesmo dia e época e as pessoas se comportam mais ou menos sempre da mesma forma. Mas eu não me acostumei. Não a deixar passar em branco. O meu aniversário é o meu dia, só meu. Sob medida. E para mim é sempre frio, chuvoso, com uma cara nostálgica e meio trágica. Como se o céu se desmanchasse de emoção a cada ano, me brindando com gotas de um cristal gelado e puro. Sim, eu vejo beleza nos dias cinzentos e intermináveis. Especialmente quando é aquela data que foi reservada para mim no calendário, no tempo. E eu ainda choro, fico sensível. Não espero presentes. Aguardo ansiosamente que apenas lembrem de mim. Fui contemplada com um dia inteiro. Naquele ano, era um sábado. Nasci na madrugada fria de um julho distante. Quando tudo era tão diferente e, parecia, mais difícil. Quanta coisa dá para fazer em vinte e quatro horas? É impossível mensurar. Por isso, quero algo diferente neste aniversário, quando novamente será um sábado. Quero renascer melhor, começar um novo ciclo. Escrito por Dona Rosa às 23h15 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Por favor, tirem as crianças da sala Caiu o diploma de jornalista. Escrito por Dona Rosa às 23h00 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Existe vida após o jornalismo? Vinte e duas e quarenta e cinco, sexta-feira, ano de 2009. Aqui estou, em algum lugar perdido deste infinito universo, mais uma vez me questionando: porque raios fui fazer jornalismo? Cara, uma pessoa de 18 anos deve ser interditada quando resolve fazer vestibular. Ainda mais para comunicação! Nenhum ser humano sobre a face da terra tem capacidade, aos 18 anos, de tomar uma decisão dessas que vai influenciar sua vida para sempre. O cara tem que sair do ensino fundamental e ir direto para um trem, um navio, um balão, jegue, avião, seja lá qual for o meio de transporte, e rodar o mundo, conhecer gente, aprender. Depois de uns cinco anos ele pode voltar e decidir que profissão quer seguir. E mais: devíamos ser incentivados pelo governo a fazer isso. Vou lançar o Bolsa Viagem. Assim, quem sabe, possa ajudar os jovens de hoje a tomar a decisão profissional certa. E que eles não se transformem em mim: sexta-feira à noite divagando em um blog e contando os minutos para uma tão sonhada folga de dois dias após duas intermináveis semanas de trabalho ininterrupto... Escrito por Dona Rosa às 22h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Noite chuvosa Quero a vida em câmera lenta, o arrepio na espinha quero o silêncio enlouquecedor que antecede a explosão a volúpia o desejo a carne estremecendo e depois o repouso eterno até o outro dia
Escrito por Dona Rosa às 22h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tempestade Depois veio o vento, desarranjando o silêncio invertendo o curso desalojando a alma subtraindo ilusões Escrito por Dona Rosa às 15h09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Eu pinto as unhas de vermelho Sou 100%. Não sei ser meio termo. Sou mais ou sou menos. Nunca em cima do muro. E não venha me dizer que em cima do muro é um posicionamento. Eu abomino os sem posicionamento. Eu prefiro o frio ao calor. Eu sou da gargalhada. O riso contido me irrita. Eu pinto as unhas de vermelho. Não me identifico com os tons claros. Sou ao extremo. Eu brigo. Eu acuso. Eu quebro a cara. Mas eu não peco por omissão. Eu arrisco. Mudo de opinião. Não sigo um curso pré-determinado. Não sei viver na linha, nas regras convencionais. Leio três livros ao mesmo tempo. Abandono projetos e parto para outras idéias. Sou 100% emoção. Organizada na desorganização. Sou espaçosa. Tenho letra grande. Preciso escrever para visualizar. Preciso ler para saber mais. Sinto-me minúscula diante a iluminação do autor. Não invejo. Não minto. Pouco omito. Amo sem limites. Não sinto culpa. Tenho medo. O medo me segura, mas não me impede. Eu luto pelos meus. Sofro com os amigos. Vivo suas histórias. Choro sozinha as minhas angústias. Luto com meus fantasmas. Exorcizo os meus demônios. Eu sou assim. Intensamente. Escrito por Dona Rosa às 18h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Eu, serial killer Estou na fase ‘quero matar alguém’. Será que tem alguma relação com aquele período do mês em que a gente monta numa vassoura e sai por aí dando rasantes e distribuindo amabilidades? Aqueles dias em que até o farfalhar das folhas nas árvores irrita profundamente? Aqueles dias em que a gente só quer se enfiar num armário, numa calça larga de moleton, num abrigo subterrâneo, numa concha e só sair de lá quando desinchar 300 quilos, sumirem todas as espinhas, o desespero e a angústia? Acho que a CLT devia prever uma semana de desaparecimento por mês para as mulheres. A gente poderia hibernar, virar ermitão (qual é o feminino de ermitão?), nos organizarmos em grupos de apoio. Poderíamos criar ONGs, fundar associações, leis que nos protejam neste momento tão difícil da vida que é a TPM.
Escrito por Dona Rosa às 16h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Não quero anoitecer Preciso construir algo, arrancar este vazio do meu peito, esta sensação de que estou apenas respirando. Quero sentir o cheiro da primavera expandindo as minhas narinas, sua a brisa me arrepiando a nuca, seu colorido inundando meus olhos, atravessando meu corpo, extirpando esses fantasmas que rondam meu pensamento nestes dias intermináveis e marrons. Não quero anoitecer. Quero ser cor, quero ser vida. Quero poder oferecer abrigo aos meus, um porto onde eles possam se refugiar nas tempestades dessa caminhada. Não quero vacilar, titubear. Quero viver com simplicidade um dia de cada vez, mas com intensidade de um dia de cada vez. Escrito por Dona Rosa às 16h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tempo Sabe quando bate aquela sensação de estar deixando as horas passar, o tempo escorrer pelos dedos? E a ampulheta da vida é implacável, não perdoa.
Escrito por Dona Rosa às 21h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Saindo do cativeiro II Andei sem inspiração, à mercê da criatividade. Ela zomba de mim, me faz sua refém. Vem e vai. Satiriza minha condição de escrava. Desapareceu por completo. Por minha vez, também andei canalizando forças para outros lados. Resolvi recuperar velhas e genuínas amizades. Estava sentindo o tempo escorrer por entre os dedos, perdendo o viço, o sonho. Apenas respirando e deixando a vida me levar. Por fim, dei-me conta que eu sou o timoneiro deste barco. Saio do cativeiro e volto à ativa. Meu projeto de realização pessoal passa por aqui. É muito bom estar de volta. Escrito por Dona Rosa às 21h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Vai chover Que a chuva caia Engenheiros do Hawaii Escrito por Dona Rosa às 22h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Rascunho definitivo Pisco os olhos e lá se foi um mês. Vou engavetando os sonhos, sufocando as emoções, deixando pra lá. Apenas respirando um dia após o outro. As cirscunstâncias rascunhando a minha história, fazendo desse o traçado definitivo, muito diferente daquilo que imaginei pra mim. E eu sonhei tão alto, dansei tantas valsas, interpretei tantos personagens, viajei pelo mundo, saltei de paraquedas, subi ao monte mais alto, tomei os melhores vinhos, beijei tantas bocas, andei pelo mundo. Mas uma coisa é certa: amei e fui amada. Escrito por Dona Rosa às 22h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A verdade, parte II Assisiti agora à tarde a um filmezinho brasileiro despretensioso: O Casamento de Louise. Sabe quado tu ali na frente da TV, de bobeira, com preguiça até mesmo de apertar o botão do controle remoto e, de repente, o filme te pega? Seja por uma cena banal, uma coisa inusitada, um detalhe que toca a alma naquele instante mais inesperado? Tô sozinha em casa, concatenando idéias, esvaziando o cérebro de um ano de porrada no trabalho (e olha que trabalhei neste domingo!). Mas o fato é que o patrão, a vassalagem e os herdeiros se mandaram e estou aqui sem saber o que fazer. A casa ficou imensa, ouço os grilos cochichando amenidades entre si, as sombras da folhagem desenhando monstros na parede e eu já pensando que essa noite dormir só de abajur ligado! Passei meses resmungando pela casa, resignando a minha sorte de não ter um segundo sequer na solidão, nem no banheiro, e agora estou aqui louca para ouvir a criançada, o telefone, a barulheira tão conhecida, os pensamentos retumbando tão alto que até tenho vergonha do guardinha que passa lá na rua apitanto. Será que ele pode me ouvir? Mas então que o filme me pega de sangue bom, com a pá desvirada. Sim, porque se quando estamos com a pá virada estamos pirados, creio que eu estivesse com a pá desvirada. O filme é com a Dira Paes, o Marcos Palmeira e a Sílvia Buarque. Será que o nome da Dira é Jandira? Ninguém merece se chamar Jandira. Dira é um pouco menos pior, creio. E por que será que insistem em colocá-la sempre em papéis de empregada, de babá, de pobre enfim? Claro que nesse filme ela é a empregada. Mas o filme é um misto de babaquice legalzinha com alguns momentos engraçados, outros nem tanto, mas valeu o meu investimento. Afinal, estou no processo anteriormente citado de esvaziamento cerebral. E nada melhor que ficar duas horas na frente da TV sem pensar em nada, só viajando na história lugar-comum. Mas lá pelas tantas, a Sílvia Buarque que é a Louise no filme, embesta de casar com um maestro sueco. Ela é separada de um banqueiro e toca violino, tendo conhecido o sueco na orquestra. Mas isso não interessa. O cara vai almoçar na casa dela, enche a cara de caipirinha e se apaixona pela empregada, a Dira. O melhor de tudo no filme é a atuação do cara que faz o maestro. É muito boa!! E a Dira também! Lá pelas bandas do fim, ela acaba indo tocar panela na orquestra e o cara, claro, casa com ela e a leva para a Suécia. Na cena da orquestra ela aparece tão bonita em um vestido vermelho que me fez questionar esse lance de só darem esses papéis menores a ela. Isso sim é a coisa mais clichê que eu já vi. Tá, tudo bem, não sei se é a mais, mais é um pouco. Mas alguém aí já viu o Chico Diaz fazer um papel que não seja de bandido, marginal ou maloqueiro? E o cara é um puta ator. Mas também, a lata do sujeito não ajuda. É como a Dira, super talentosa, mas não tem a cara da Maitê Proença, a linhagem da Sílvia Buarque, tão sem-graça. Depois de investir um hora e lá vai no filme brasileiro, me senti bem melhor. Terapia pra quem tem assim suas loucurinhas básicas, mas ainda consegue resolvê-las solo. Ainda bem que tudo, neste momento, é uma questão de querência, e não de precisão. No fim das contas, quem casou com o sueco foi a empregada e não a patroa, que ficou com o ex-da empregada, um jogador de futebol chinelão, muito bem feito pelo Palmeira. Tô eu aqui dando uma de crítica de cinema. E vim aqui pra falar do meu momento sozinha... Mas recorri ao Google, aquele que tudo sabe, tudo vê, e olha a surpresa: o nome da Dira Paes é Ecleitira Maria Fonseca Paes. Ai jijuis, depois disso Dira soa como música... Como eu li por aí, a verdade é sempre mais difícil. Escrito por Dona Rosa às 22h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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